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Automedicação

Quando você se depara com algum sintoma como dor de cabeça, gripe, dor no corpo, dor de garganta, entre outros, qual sua primeira medida?Procurar um médico, ir ao posto de saúde ou se automedicar?Esta última é uma prática muito comum entre a população, pois, o que há demais em tomar um remedinho que uma amiga indicou e resolveu o problema dela?Tomar um chazinho feito pela vovó ou então lembrar de um comercial da TV que tenha a ver com o seu caso e ir correndo na farmácia para comprá-lo?

A automedicação é a prática de ingerir medicamentos sem o aconselhamento ou acompanhamento de um profissional de saúde qualificado, em outras palavras, é a ingestão de medicamentos por conta e risco por um indivíduo. No entanto, tal prática é bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. Em alguns países, com sistema de saúde pouco estruturado, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica.



A extensão da automedicação, em nosso país, não é conhecida com precisão, mas apenas em caráter anedótico ou por meio de levantamentos parciais e limitados. A Pesquisa por Amostragem Domiciliar de 1998 do IBGE oferece alguns elementos de informação. Segundo a Revista da Associação Médica Brasileira, entre as pessoas que procuraram atendimento de saúde, cerca de 14% adquiriram medicamentos sem receita médica.

Que a automedicação provou ser uma prática muito comum adotada pela grande maioria da população, não há do que duvidar, como citamos anteriormente, suas causas são inúmeras, tais como, a grande impossibilidade de uma boa parte das pessoas terem acesso ao atendimento médico, seja por questões financeiras ou por próprio hábito de tentar solucionar os problemas de saúde corriqueiros tomando por base a opinião de algum conhecido mais próximo e, além disso, a alta freqüência de propagandas através da mídia eletrônica é muitas vezes um fator contribuinte para a automedicação de pessoas leigas no assunto.



Por trás deste ato aparentemente tolo e sem conseqüências está um problema em potencial para sua saúde. A automedicação traz riscos à saúde que podem muitas vezes ser irreversíveis e grande parte dos problemas causados são relacionados à intoxicação e às reações de hipersensibilidade ou alergia, pois, ao tomar um medicamento por conta própria, e sem o acompanhamento de um médico, o paciente não estará sendo observado no que diz respeito a efeitos colaterais.

A maioria dos remédios têm uma composição química que pode trazer sérios danos ao organismo caso não sejam ministrados em uma dosagem correta. Detalhes como horários e quantidades devem ser levados à risca e monitorados, através do acompanhamento do profissional da saúde.

Outro problema relacionado à automedicação é a interação medicamentosa, ou seja, quando medicamentos são utilizados concomitantemente, sendo que eles podem se interagir, um potencializando a ação de outro ou, fazendo com que ocorra a perda de efeitos por ações opostas ou ainda a ação de um medicamento alterando a absorção, transformação no organismo ou a excreção de outro remédio.

Por isso, todo cuidado se faz necessário ao ingerir qualquer tipo de medicamento sem a consulta de um especialista.