|
Notícia de 20/11/2008: Mangabeira diz que Plano de Defesa vai reconstruir o Exército | Folha |
|
O ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) afirmou nesta segunda-feira que o governo federal quer reconstruir o Exército por meio do Plano Nacional de Defesa, que deve ser lançado no dia 15 de novembro. De acordo com ele, o plano ainda não prevê a fonte de custeio, mas pretende investir nas "tecnologias mais avançadas".
"Nós queremos que o Exército vire todo ele uma vanguarda. Isso significa reconstruir todo o Exército", afirmou o ministro depois de discutir o tema com industriais na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). "E essa reconstrução tem também implicações tecnológicas, que vão desde instrumental [...] até as tecnologias mais sofisticadas." Segundo o ministro, é "inaceitável" que o Brasil seja monitorado por tecnologias desenvolvidas fora do país. Por esta razão, o plano também prevê parcerias entre empresas nacionais (estatais e privadas) e estrangeiras, desde que a tecnologia seja desenvolvida em solo nacional. "Não seremos clientes ou compradores, seremos parceiros", disse. Verba Questionado sobre a fonte de recursos para colocar o plano em execução, Mangabeira disse que a fase para tratar disso não é agora. "Primeiro é preciso debater as estratégias e depois as implicações orçamentárias." Ele afirmou que sua função é "propor um rumo". "A estratégia de defesa não é uma peça orçamentária." Ele disse, no entanto, que o plano tem como principal meta "a construção de uma Forças Armadas orientada pela audácia e imaginação". Inimigos e indústria Mangabeira também negou que o projeto seja uma resposta aos países vizinhos. "A estratégia não é uma resposta a problemas conjunturais, mas uma aposta no futuro do país. O Brasil precisa ter escudo", disse antes de dizer que o país "não tem inimigos". Segundo o ministro, a indústria nacional do setor precisa se adaptar para pôr o plano em execução. O governo pretende regulamentar e definir um regime tributário próprio para ele. Mangabeira falou, por exemplo, em "eximir" essas indústrias das "regras gerais de licitação" para estimular as empresas a trabalhar estrategicamente com o país. | Outras notícias | Imprimir | |