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Notícia de 17/11/2008: Rebelião retoma confrontos com Exército do Congo | Folha |
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A rebelião liderada pelo general Laurent Nkunda anunciou nesta segunda-feira ter tomado o controle de uma cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC) e seus arredores, e disse que pretende "impor" um cessar-fogo ao Exército congolês.
"Nossas tropas controlam toda a zona de Rwindi", declarou à France Presse o porta-voz da rebelião, Bertrand Bisimwa. A Missão das Nações Unidas na RDC (Monuc) confirmou que os rebeldes tomaram o controle da localidade no domingo, após um dia de combates com o Exército. Os combates ocorreram no mesmo dia em que Nkunda se comprometeu a negociar a paz com o governo após receber o presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, enviado pela ONU. Situada 100 km ao norte de Goma --capital da província de Kivu Norte, onde se concentram os confrontos-- e a 20 km ao sudeste da cidade estratégica de Kanyabayonga, Rwindi foi cenário no domingo de violentos combates entre o Exército e a rebelião. Os combates foram interrompidos à noite, mas o clima de tensão prossegue nesta segunda-feira. O porta-voz da rebelião afirmou ainda que o Exército recuou até a cidade de Vitshumbi, 15 km ao nordeste de Rwindi, mas a informação não foi confirmada pela Monuc. "Vamos avançar até Vitshumbi e calar as armas das FARDC [Forças Armadas da RDC], vamos a impor um cessar-fogo", ameaçou Bisimwa. Segundo o porta-voz militar da Monuc, Jean-Paul Dietrich, os rebeldes liderados por Laurent Nkunda assumiram o controle de Ndeko, uma pequena população também perto da cidade de Kanyabayonga. "Advertimos as tropas de Laurent Nkunda que, se avançarem mais, vamos intervir", disse Dietrich. Nesta região, uma patrulha da ONU está em meio ao fogo cruzado entre os rebeldes e os soldados congoleses. Ainda não se conhece a origem exata dos ataques, nos quais é usada artilharia pesada, mas "o CNDP acusou o Exército de avançar em suas posições", acrescentou Dietrich. "Incidentes" Na reunião de ontem com Obasanjo, Nkunda minimizou os enfrentamentos dos últimos dias, ao afirmar "que não são combates verdadeiros, mas apenas alguns incidentes entre os dois grupos", e se comprometeu a manter um cessar-fogo. Obasanjo disse ontem ter chegado a um acordo com o chefe rebelde para a criação de um comitê de vigilância da cessação de hostilidades, no qual participariam um representante do governo, um da rebelião e uma terceira personalidade neutra. O representante especial para as Nações Unidas ressaltou que "o cessar-fogo é como dançar tango: não se pode fazer sozinho". Nas últimas semanas, os rebeldes infligiram derrotas humilhantes ao Exército. Desde o fim de outubro, estão posicionados a 15 km de Goma e há vários dias a 20 km de Kanyabayonga (100 km mais ao norte), um enclave estratégico para o acesso ao norte da região de Kivu Norte. Os combates provocaram uma situação humanitária catastrófica, com mais de 250 mil pessoas deslocadas, a maioria sem qualquer assistência das organizações humanitárias por causa da insegurança. | Outras notícias | Imprimir | |