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Notícia de 17/11/2008: Obama e McCain se encontram em Chicago e pedem "era de reformas" | Folha |
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontrou nesta segunda-feira com o rival da corrida presidencial, o republicano John McCain, na sede dos trabalhos da sua equipe de transição, em Chicago. Obama disse que os dois teriam "uma boa conversa sobre como trabalhar juntos para consertar o país".
"Neste decisivo momento da história, nós acreditamos que americanos de todos os partidos querem e precisam de líderes que se unam e mudem os maus hábitos de Washington para solucionar os comuns e urgentes desafios de nossos tempos", afirmaram Obama e McCain em um pronunciamento conjunto, divulgado à imprensa ao fim da reunião. "Foi neste espírito que tivemos uma produtiva conversa sobre a necessidade de iniciar uma nova era de reformas na qual dominamos excessos de governo e o bipartidarismo amargo de Washington para restaurar a confiança no governo e devolver prosperidade e oportunidade a toda família americana trabalhadora", afirmara. Entre os desafios nos quais ambos pretendem atuar estão a crise financeira, a crise energética e a segurança nacional. O deputado democrata Rahm Emanuel, que assumirá a chefia de gabinete de Obama na Casa Branca, e o senador republicano Lindsey Graham participaram do encontro. McCain deu sinais de disposição em cooperar com Obama já em seu primeiro discurso após a confirmação da derrota, ainda no último dia 4, data oficial da votação. "Eu prometo a ele [o presidente eleito] esta noite fazer tudo em meu poder para ajudá-lo a nos liderar através dos muitos desafios que vamos encarar." Obama, que renunciou à sua cadeira no Senado neste domingo (16), tem conversado com seus antigos rivais políticos para garantir um governo de cooperação bipartidária. Ele afirmou em entrevista ao programa "60 Minutes", da rede CBS, que escolherá ao menos um membro do Partido Republicano para integrar o seu gabinete. Hillary Outro ex-rival de Obama cotado para participar do governo é a senadora democrata Hillary Clinton. Os dois se enfrentaram nas primárias do partido e, agora, Hillary poderá assumir o cargo de secretária de Estado. Especialistas, porém, alertam para o fato de que, se Hillary realmente for escolhida, levará consigo críticas feitas ao marido, o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). Segundo o jornal "Sunday Telegraph", com Hillary, a minoria republicana no Congresso poderá tentar lembrar a população de polêmicas envolvendo a construção da fundação e da biblioteca presidencial feitas em nome de Clinton. Uma dessas polêmicas seria a lista secreta de doadores que, conforme os críticos, inclui vários nomes estrangeiros, principalmente dos países ricos em petróleo do Golfo. | Outras notícias | Imprimir | |