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Notícia de 12/11/2008:
Obama indica 450 assessores para examinar governo Bush
Estadão

O presidente dos EUA eleito, Barack Obama designou várias equipes de avaliadores para acompanhar toda a burocracia da atual administração. Segundo a agência France Press, pelo menos 450 pessoas percorrerão os mais de 100 departamentos e agências coletando dados para lançar novas políticas assim que o democrata assumir o cargo. O veterano ex-senador Sam Nunn e o ex-secretário de Estado de Bill Clinton Warren Christopher foram escolhidos para dirigir as respectivas transições nos Departamentos da Defesa e de Estado, anunciou nesta quarta-feira, 12, o porta-voz de Obama.

Stephanie Cutter, porta-voz da equipe de transição de Obama, disse, ao fazer o anúncio, que Nunn, ex-senador democrata pela Geórgia que presidiu o Comitê de Assuntos Armados da Câmara Alta, será uma espécie de "assessor informal" de Obama ao longo do processo de transição no Pentágono. Christopher, ex-secretário de Estado na Administração de Bill Clinton, terá papel semelhante diante do Departamento de Estado.

Os dois colaboradores especiais trabalharão com a Administração do atual presidente americano, George W. Bush, para que as transições nos dois departamentos, que são chaves, funcionem com fluência. Esse processo é especialmente importante no momento em que os Estados Unidos estão envolvidos em duas guerras e tem situações diplomáticas complicadas em lugares-chave como Coréia do Norte, Rússia e Irã.

Substituições
A equipe de transição presidencial de Barack Obama negou as especulações de que o atual secretário de Defesa do governo Bush, Robert Gates, permaneça no cargo e integre a administração democrata. Além disso, a edição desta quarta-feira, 12, do jornal Washington Post afirma ainda que os dois mais altos oficiais do serviço de inteligência dos EUA devem ser substituídos.

Gates foi elogiado tanto por republicanos como por democratas pelo seu papel desde que assumiu o cargo em 2006, e o jornal The New York Times citou recentemente dois assessores de Obama sob anonimato confirmando que o presidente eleito considerava mantê-lo no cargo. John Podesta, que é chefe da equipe de transição, afirmou que Obama tem "um grande respeito" por Gates, mas que esperaria as conclusões dos especialistas responsáveis por investigar as operações do Departamento de Defesa.

Um grande número de congressistas democratas é contra a permanência do diretor nacional de inteligência Mike McConnell e o diretor da CIA (Agência Central de inteligência) Michael Hayden, já que eles apoiaram publicamente as controversas políticas do governo Bush sobre interrogatórios e escutas telefônicas. Segundo o jornal, um dos democratas do Comitê de Inteligência do Senado afirmou que a posição sobre a saída de McConnell e Hayden é um consenso.

Oficiais pela transição de Obama afirmaram na terça que não há decisões sobre os serviços de inteligência. McConnell e Hayden desejam permanecer nos cargos, segundo as fontes, embora nenhum deles tenha dito isso publicamente, e ainda acreditam que a saída adiantada pode ser considerada como ação política automática e abrem precedentes para que eles retornem aos postos assim que a Casa Branca mudar de mãos.

Bush nomeou McConnell, vice-almirante da reserva, em 2007 para o cargo de diretor do Departamento de Inteligência Nacional, criado em 2005 para coordenar 16 agências civis e militares e evitar os erros que impediram que os atentados de 11 de setembro de 2001 fossem evitados. Com ampla experiência na área de inteligência, foi diretor da Agência Nacional de Segurança de 1992 a 1996.


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