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A etimologia da palavra gospel, em inglês, derivada do inglês antigo "God-spell" que significa good news, em português, "boas novas," aludindo ao Evangelho bíblico que nos narra as "boas novas ao mundo" — ou seja, a vinda de Cristo ao Mundo. Tal expressão é uma alusão à chegada de Cristo ao mundo, e se disseminou na comunidade protestante negra americana, no começo do século passado.

O termo música gospel abrange um campo de música bem diversificado, devido aos grandes estilos, mas, todos possuem uma mesma essência, isto é, a música cristã negra nos Estados Unidos da América.

Com relação à origem deste estilo musical, pode-se dizer que a mesma é carregada de tristeza, sendo cantada, como já dito, pelos escravos no século XIX, no entanto, este estilo cresceu devido aos grandes freqüentadores de igrejas protestantes negras nos EUA, no começo do século XX.

Ainda com relação às origens, pode-se mencionar que o músico e compositor Thomas Dorsey, que difundiu a composição “There Will Be Peace in the Valley”, é considerado por muitos, o Pai da música gospel. Mas, durante o início de sua carreira ele era um importante pianista de blues e a Igreja, inicialmente, não gostou do estilo de Dorsey e não achou apropriado para o santuário, na época.

Com relação ao desenvolvimento do Gospel, muitos outros cantores apareceram, tais como: Mahalia Jackson, Clara Ward e James Cleveland. Mahalia Jackson foi convidada para cantar no Ed Sullivan Show, minutos antes do eternizado discurso pró-liberdade negra de Martin Luther King e a mesma escolheu uma canção de Dorsey. Clara Ward foi uma artista com presença e substância. Por último, James Cleveland recebeu nada menos do que quatro Grammys e fora coroado como o rei do gospel.

Contudo, além desses grandes precurssores, um artista muito importante deste gênero, durante o século 20, fora Elvis Presley, já que este lançou quatro álbuns gospel, ele ganhou três Grammys por suas interpretações gospel e em 2001 entrou para o "Hall da fama" do gospel, deixando para sempre marcado o seu nome nesse gênero musical americano tão importante.

O foco desta história é a música que fluiu da igreja afro-americana e inspirou uma cornucópia de corais modernos, artistas do mercado Rhythm & Blues, e o atual gospel contemporâneo, além de outros estilos musicais do gênero.

O estilo gospel fora alimentado pela indústria multi-bilionária de gravação musical nos EUA, e o que era tido como humilde atravessou as muralhas da igreja para um mercado bem diferente do mundo atual. De acordo com a revista Norte-americana, Gospel Today, dentre 2003 e 2008, sete gravadoras criaram divisões especiais somente para lidar com artistas Gospel; as estatísticas da mesma publicação indicaram que os selos independentes cresceram 50%, e o rendimento das vendas só de música Gospel chegou a triplicar nas últimas décadas, de US$180 milhões de dólares em 1980 a US$500 milhões em 1990.