Biografia - Avril Lavigne

Aperte os cintos. Avril Lavigne chegou, e seu disco de estréia, Let Go, vai fazer você gritar de felicidade. E em boa companhia: todo mundo que ouviu o CD, dos fãs que compraram um milhão de cópias em cinco semanas, aos críticos, a saúda como uma revelação do rock.
Quer saber um pouco sobre ela? É uma dessas raras criaturas que começaram a embasbacar as pessoas com sua voz e sua performance aos dois anos de idade. Uma menina de cidade do interior que não conseguia ficar quieta na sala de aula mas teve a confiança e a determinação para decolar, sozinha, até satisfazer seus dons de compositora em Nova York e Los Angeles. Uma jovem de 17 anos com tudo o que é necessário para se chegar ao estrelato sem a ajuda de ninguém. "Estou chegando agora, e serei apenas eu mesma - eu escrevo o que sinto, nunca me preocupo com o que os outros acham", diz Avril. "Vou vestir o que tiver a minha cara, agir como a minha cara e cantar a minha cara".
É exatamente o que faz Avril em seu álbum Let Go, com seus vocais poderosos, voz cristalina e um estilo lírico de menina real. "Anything but ordinary" é uma ode roqueira à individualidade, enquanto o primeiro single, "Complicated", puxado pela guitarra, é uma canção simples que chuta os falsos para escanteio. A música bateu o recorde de execuções nos Estados Unidos, com 9.205 em uma semana, apenas para superar a si mesma na semana seguinte, com 9.389 execuções. O segundo single, "Sk8er Boi", uma ode punk à individualidade, é "um rockão que sacode com alegria", segundo a revista Billboard. Arranjada por cordas, "I'm with you" mostra uma lado mais suave de Avril, mas faixas como "Losing Grip" e "Unwanted" enfrentam com coragem a rejeição e a traição com todo o peso que esses temas exigem. Aí vêm "My World" e a metafórica "Mobile", que articulam perfeitamente a Operação Avril. "Tenho essa oportunidade maravilhosa de realizar um sonho. Estou por toda parte, voando para lá e para cá, experimentando coisas diferentes todos os dias", explica ela. "Minha vida é essa, e não quero uma normal. Seria um saco".
Aparentemente, Avril nasceu para essa insanidade. Uma filha do meio que "sempre quis ser o centro das atenções", ela veio ao mundo em Napanee, na província canadense de Ontario, um lugarejo com 5 mil habitantes. "Me lembro de quando era pequena, de pé na minha cama como se fosse um palco, cantando em altos brados e visualizando milhares de pessoas à minha volta". Do quarto ela foi cantando, quando e onde pudesse, desde a igreja e o gospel, seguindo para festivais, feiras agropecuárias e shows de calouros - até ser descoberta pela Arista Records.
Em uma viagem a Nova York, ela chamou a atenção de Antonio "LA" Reid, que a catou e a levou para a gravadora. Aos 16 anos, Avril se mudou para Manhattan e começou a trabalhar no CD. Avril mergulhou no processo criativo. "Adoro compor", conta. "Quando estou chateada e preciso colocar tudo para fora, pego meu violão. Às vezes penso que ele é o meu analista".
Embora virtualmente morasse no estúdio enquanto estava em Nova York, Avril não viu seus esforços recompensados de cara. "Comecei a trabalhar com pessoas cheias de talento, mas não estava batendo; as músicas não me representavam", admite ela. "Então começaram a falar sobre pessoas que comporiam o material, mas eu tinha que ser a autora. Tinha que fazer minha música. Foi difícil, mas nunca me passou pela cabeça desistir". Em vez disso, ela mudou de costa. Los Angeles deu a Avril o recomeço de que ela precisava. Foi lá que ela começou a trabalhar com o compositor e produtor Cliff Magness e "Eu fiquei assim: 'Oba! Achei o cara'", exalta ela. "Clicamos na hora, porque ele me deixava guiar; ele me entendeu perfeitamente e me deixou trabalhar". As canções de Let Go começaram a sair, com Magness no timão, ao lado da equipe de produção The Matrix. Pouco depois Avril se uniu à empresa Nettwerk Management, que já organizou as carreiras de Sarah McLachlan, Dido, Coldplay, Barenaked Ladies e Sum 41.
Avril não poderia estar mais feliz com o resultado do disco. "Neste último ano cresci muito como compositora. 'Complicated' não foi feita para ninguém especial. É basicamente sobre a vida, sobre a falsidade das pessoas e os relacionamentos". A respeito de uma de suas canções favoritas, "Losing Grip", ela diz: "Aí está exatamente um ex meu, que não me deu o que eu queria emocionalmente", ri ela. "Hoje não tem mais importância, e ainda me deu uma boa canção". Apenas mais uma das que encantam os jornalistas. Segundo a revista Rolling Stone, sua voz é "metade menininha metade sirene, capaz de disparar alarmes de carros a vários quarteirões de distância. O jornal USA Today fala dos "ganchos pop, instantaneamente contagiantes".
A cantora tem estado muito ocupada para enfiar o nariz nos jornais. Ela brinca, dizendo que excursionar com sua banda de moleques skatistas não vai ser muito diferente de sua infância. "Sempre fui meio menino e acho que continuo sendo. Jogava hóquei no inverno e beisebol no verão. Adorava jogar com os meninos". A música de Avril, no entanto, é capaz de tocar meninos e meninas, além dos adultos. Let go estreou no número 8 da parada da Billboard, com a marca impressionante de seis semanas seguidas de crescimento nas vendas. Impressionante? Claro. Irreal? Claro que não. "Quero que as pessoas saibam que a minha música é real e sincera, que veio do meu coração. Estava apenas sendo franca comigo mesma". Verdadeira Avril é. E comum? Tudo menos isso.


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