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Cidade Proibida

A Cidade Proibida localiza-se no centro da antiga cidade de Pequim e durante quase cinco séculos serviu como residência do Imperador e do seu pessoal doméstico, sendo o centro cerimonial e político do governo chinês. O título de Cidade Proibida surgiu pelo fato de que somente o imperador, sua família e empregados especiais tinham permissão para entrar no conjunto de prédios do palácio. Trata-se de uma cidade dentro de outra cidade. A Cidade Proibida foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade em 1987 pela UNESCO, possuindo a maior coleção de antigas estruturas de madeira preservadas no mundo.

A História da Cidade Proibida estende-se por cerca de seis séculos, isto é, desde a época do Imperador Yongle, terceiro soberano da Dinastia Ming, até ao final da Dinastia Qing, em 1911. Já na década de 1920 foi transformado num museu, função esta que desempenha até hoje.

Durante a Dinastia Ming, isto é, aproximadamente no ano de 1406 começou a construção do que viria a ser a Cidade Proibida. A construção durou 15 anos e empregou o trabalho de 100.000 mestres artesãos e de mais de um milhão de trabalhadores. Entre 1420 e 1644, a Cidade Proibida foi sede da Dinastia Ming, mas, em 1644, forças rebeldes lideradas por Li Zicheng capturaram-na, e o Imperador Chongzhen, o último da Dinastia Ming, enforcou-se na Colina de Jingshan, agora Li Zicheng auto proclamou-se Imperador da Dinastia Shun na Galeria da Eminência Militar.

Pouco tempo depois, quando os manchus adquiriram supremacia no Norte da China e o Príncipe regente Dorgon proclamou a Dinastia Qing como sucessora da Ming. A Cidade Proibida tornou-se, assim, no centro do poder da Dinastia Qing. No entanto, depois de ser o lar de vinte e quatro Imperadores, catorze da Dinastia Ming e dez da Dinastia Qing, a Cidade Proibida deixou de ser o centro político da China em 1912, mas, Puyi, o último Imperador da China pode ficar nos pátios internos da Cidade Proibida, dado que o pátio externo foi ocupado pelas autoridades republicanas, sendo ali estabelecido um museu em 1914. A oposição à permanência de Puyi no palácio cresceu durante o Governo Beiyang da República da China. Em 1924, Feng Yuxiang tomou o controle de Pequim num golpe. Denunciando o acordo prévio com a Casa Imperial de Qing, Feng expulsou Puyi do palácio. Em 1925, foi estabelecido o Museu Palácio na Cidade Proibida e o vasto acervo de tesouros e curiosidades ali alojados foram gradualmente catalogados e colocados em exposição pública.



Durante a República Popular da China, isto é, durante as duas décadas seguintes foram feitas várias propostas de arrasar ou reconstruir a Cidade Proibida para criar um parque público, um interface de transportes ou “lugares de entretenimento”. Nesta mesma época a Cidade Proibida sofreu alguns danos sendo seu auge durante a Revolução Cultural onde foi preciso a intervenção de um exército para guardar a cidade. Sendo somente em 1987 a cidade fora declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

O Palácio Museu, atualmente, é responsável pela preservação e restauro da Cidade Proibida. As construções em altura ao redor da Cidade Proibida estão restringidas. Em 2005, iniciou-se um projeto de restauro de desassise anos, para reparar e restaurar todos os edifícios da Cidade Proibida para deixá-la ao seu estado de origem.

Com relação a sua descrição, a Cidade Proibida é o maior complexo palaciano sobrevivente no mundo, cobrindo uma área de 720.000m². Sendo constituída por um retângulo com 961m de Norte a Sul e 753m de Este a Oeste. Consiste em 980 edifícios com 8.707 secções de salas.

A Cidade está rodeada por uma muralha com 7,9m de altura e por um fosso com 6m de profundidade e 52m de largura. As paredes têm 8,62m de largura na base, afunilando para 6,66m no topo. A muralha é perfurada por um portão de cada lado. No extremo Sul fica o portão principal, o Portão Meridiano, para o Norte fica o Portão da Grandeza Divina, o qual enfrenta o Parque Jingshan, os portões Este e Oeste são chamados de "Portão Glorioso Este" e "Portão Glorioso Oeste", nos quatro cantos da muralha situam-se outras tantas torres com telhados intrincados ostentando 72 arestas, as quais reproduzem o Pavilhão do Príncipe Teng e o Pavilhão da Garça Amarela.


A Cidade Proibida está dividida em duas partes, o Pátio Exterior ou Pátio Frontal que inclui as seções Sul e foi usado para propósitos cerimoniais e o Pátio Interior ou Palácio Traseiro que inclui as seções Norte e servia como residência do Imperador e da sua família, sendo ainda usado para os assuntos de Estado. No Portão Meridiano encontra-se uma grande praça, perfurada pelo serpenteante Rio Interior de Água Dourada, o qual é atravessado por cinco pontes, na qual ergue-se o Portão da Suprema Harmonia. A Galeria da Harmonia Suprema é a maior e ergue-se cerca de 30 metros acima da praça, e é tido como centro cerimonial do poder imperial e a maior estrutura em madeira sobrevivente na China. Nas partes Sudoeste e Sudeste do Pátio Exterior ficam a Galeria da Eminência Militar e a Galeria da Glória Literária.

No centro do Pátio Interior fica outro conjunto de três galerias, isto é, a partir do Sul sucedem-se o Palácio da Pureza Celeste, a Galeria da União e o Palácio da Tranqüilidade Terrena, há também o Jardim Imperial, a oeste fica a Galeria do Culto Mental e a Nordeste do Pátio Interior é ocupada pelo Palácio da Longevidade Tranqüila.

Embora o desenvolvimento esteja agora severamente controlado nas vizinhanças da Cidade Proibida, ao longo do século passado demolições e reconstruções descontroladas, e por vezes motivadas por questões políticas, mudaram o caráter das áreas circundantes ao complexo palatino. Desde 2000, o governo municipal de Pequim tem trabalhado para que instituições governamentais e militares ocupem alguns edifícios históricos, e estabeleceu um parque em redor das partes restantes das muralhas da Cidade Imperial.

Hoje, o museu abriga uma vasta coleção de cerâmicas, pinturas, bronzes, peças do tempo, jade, artefatos do palácio, entre outros, sendo que as coleções do Palácio Museu são baseadas na coleção imperial Qing, e as bibliotecas imperiais acolhem uma das maiores coleções de livros antigos e vários documentos do país, incluindo documentos governamentais das dinastias Ming e Qing.

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