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Atol das Rocas



O Brasil é certamente um país abençoado por belezas naturais. O Atol das Rocas é mais um lugar que comprova isso. Trata-se de um conjunto formado por duas ilhas excêntricas do Rio Grande do Norte. Chamadas de Ilha do Farol e Ilha do Cemitério. São 360.000 m², ao todo, incluindo o atol e as águas a sua volta.

Um atol se forma através de um recife próximo à uma ilha de origem vulcânica. Este é um processo geológico que leva muito tempo para ocorrer. Por isso, é muito importante preservar os atóis.

A parte central, com menor circulação de água fica preservada, como uma laguna interior. O Atol das Rocas também se formou assim e acabou se tornando uma Reserva Biológica Marinha. Devido à grande diversidade de animais que vivem nessa região.

Encontra-se a 260 km a nordeste de Natal, capital do estado, e 145 km a noroeste do arquipélago de Fernando de Noronha, Pernambuco. Sendo o único atol do oceano Atlântico Sul.



Uma peculiaridade do local é a diferença do atol durante as marés altas e baixas. Nas primeiras, ocorre a emersão das duas ilhas. Enquanto na segunda, se formam piscinas de tamanhos e profundidades variadas no interior do atol.

Riqueza natural protegida
Por mais que seja um local muito bonito para se conhecer, trata-se de uma Reserva biológica protegida pelo IBAMA, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. Sendo assim, é impossível visitar o local sem uma autorização prévia. O turismo no Atol das Rocas é praticamente inexistente por conta disso. A ideia é realmente preservar a riquíssima fauna da região.

A tranquilidade no atol é essencial para os animais que vivem ali, funcionando como abrigo, sendo fonte de alimentação e local de reprodução de diversas espécies.



Um exemplo disso é que o primeiro projeto Tamar, programa de marcação de tartarugas marinhas do país, foi desenvolvido no Atol, em 1981. Junto com o Arquipélago de Fernando de Noronha, o Atol das Rocas é avaliado como uma das áreas mais importantes para a reprodução de aves marinhas tropicais do País, abrigando pelo menos 150 mil aves, de quase 30 espécies diferentes.

Lá também é o paraíso das espécies aquáticas. Peixes de todos os tamanhos, moluscos, algas, crustáceos e tartarugas estão no habitat ideal, já que se trata de uma montanha isolada, em meio a mares profundos e afastada da costa.

A vida no atol é regada a simplicidade. A água doce é contada e a sombra também é rara, são apenas 21 coqueiros da Bahia e dois pés de Casuarina. Durante todo o ano faz calor e raramente chove.