Atlas > Astronomia > Planeta Mercúrio

Mercúrio é o menor e mais interno planeta do Sistema Solar. Antes do século IV a.C., astrônomos gregos acreditavam que o planeta tratava-se de dois objetos em separado: um visível no nascer do sol, o qual chamava Apolo e outro visível ao pôr-do-sol chamado de Hermes.

Mercúrio é um dos quatro planetas telúricos do Sistema Solar e seu corpo é rochoso, como a Terra. O planeta é formado de aproximadamente 70% de material metálico e 30% de silicatos, sua densidade é a segunda maior do sistema solar com 5,427 g/cm³, um pouco menor apenas do que a terrestre com 5,515 g/cm³.

Com relação a sua estrutura interna, os geologistas estimam que o núcleo de Mercúrio ocupe aproximadamente 42% de seu volume, seu núcleo é cercado por um manto com 500–700 km de espessura constituído de silicatos e possui também um teor de ferro maior que qualquer outro planeta no sistema solar. Já a superfície do planeta é bem similar à aparência da Lua, com extensos mares planos e grandes crateras, indicando que a atividade geológica está inativa há bilhões de anos e possui quase o mesmo tamanho da Lua.

Após a formação do planeta (+/- 4,6 bilhões de anos atrás) o mesmo foi intensamente bombardeado por cometas, asteróides, e sofreu também uma possível separação subseqüente denominada "Intenso bombardeio tardio" que ocorreu há aproximadamente 3,8 bilhões de anos. Durante esse período de intensa formação de crateras, o planeta recebeu impactos sobre toda a sua superfície, facilitado pela ausência de qualquer atmosfera que diminuísse os impactos dos mesmos, exemplo disso foi a atividade vulcânica ativa e bacias como a Caloris.

Em Mercúrio existem duas regiões planas geologicamente distintas, sendo que uma é suavemente ondulada e possui planícies montanhosas nas regiões entre as crateras de Mercúrio, já a outra possui planícies suaves e são áreas achatadas espalhadas que preenchem depressões de vários tamanhos e têm uma forte semelhança com os mares lunares. Notavelmente, elas preenchem um largo anel em torno da bacia Caloris.

Com relação ao campo magnético, é provável que este seja gerado por meio de um efeito dínamo, de modo similar ao campo terrestre. Este efeito dínamo seria resultado da circulação do núcleo líquido rico em ferro. O campo magnético também é forte o suficiente para defletir o vento solar em torno do planeta, criando uma magnetosfera que apesar de ser menor que a Terra, é forte o suficiente para capturar o plasma do vento solar, contribuindo assim para a erosão espacial na superfície do planeta.

Atlas Ilustrado

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